Análise do artigo ‘’A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca do diário de campo’’
Análise do artigo ‘’A documentação no
cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca
do diário de campo’’
I-Introdução
O
artigo ‘’A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais:
algumas considerações acerca do diário de campo’’ traz uma discussão acerca da
importância do diário de campo para os Assistentes Sociais e estudantes do
curso de Serviço Social, bem como expõe seus objetivos, como ele deve ser
construído, e como a sua ausência no cotidiano faz com que no momento de ser
feito ele seja apenas um modelo descritivo de algum campo de observação, o que
significa um diário de campo sem informações suficientes para intervenção e
solução em determinada demanda.
II-Desenvolvimento
A
documentação no cotidiano dos Assistentes Sociais e graduandos no Curso de
Serviço Social não tem a devida relevância, pois ela é pensada e realizada
apenas como campo burocrático e não como objeto de investigação e intervenção
na prática profissional, que é fundamental na profissão.
O
diário de campo tem o objetivo de registrar e auxiliar o profissional no
atendimento as demandas particulares, sendo significativo na produção de
táticas intervencionistas, porém, ele é pouco utilizado, e quando é, vem como
uma mera ‘’burocracia’’, o que faz com que os profissionais o façam com
insuficiência, e como consequência, as demandas de determinada situação não são
devidamente atendidas.
De
acordo com o artigo, alguns profissionais têm o entendimento de que é
necessário realizar dois tipos de registros, um institucional (que segue
roteiros já prontos) e outro pessoal (onde ele coloca informações que não foram
mencionadas no registro anterior) e no final das contas nenhum desses registros
contêm análises sobre os campos trabalhados, o que impede a formulação de
objetos para intervir e atender o que lhe é solicitado. O diário de campo
deveria vir como momento para o profissional anotar suas observações, propor
investigações sobre algo que foi mencionado por algum indivíduo, propor
estratégias para atender uma demanda e estimular o senso crítico do Assistente
Social (visto que este lida frequentemente com situações de precariedade e
precisa solucionar determinado requerimento).
É
necessário exaltar a estrutura e objetivos de um diário de campo, e é o que faz
o artigo mencionado, informando que, segundo Falkembac (s.d.) ‘’o diário de
campo deve: ter descrição, interpretação do observado, e registro das
conclusões’’, e o que acontece é que isso não é feito, pois ele é visto apenas
como objeto para registro pessoal, onde o profissional irá fazer uma simples
descrição do que ocorreu para que quando necessitar recorrer a ele, tenha o
documento em mãos para ver alguma informação anotada. É necessário fazer uma
observação mais precisa e individual, além de que o autor do diário deve, ao
anotar as demandas, fazer disso uma pesquisa qualitativa, e não quantitativa,
vendo possíveis propostas de solução para casos particulares, e não fazer o
‘’piloto automático’’ propondo uma investigação precária e monótona.
Pode-se
usar como recurso para personalizar o diário de campo colagens, fotografias,
cores de letra diferente, além de que é necessário que na sua produção o autor
coloque além do que foi observado, adicione o máximo de informações que obter e
o mais importante, o detalhamento de como tal demanda foi atendida, quais os
métodos utilizados, os materiais, principalmente para os Assistentes Sociais,
que lidam com o atendimento de demandas e precisam ter estratégias para
resolvê-las, sendo o diário de campo um grande aliado nesse momento, pois com
ele é possível aperfeiçoar, criar novos planos de ação e assim, promover uma
melhor organização profissional.
III-Considerações finais
Com
a leitura do artigo foi possível observar a importância do diário de campo não
só no âmbito profissional, como também o quanto ele auxilia no cotidiano
pessoal, tanto dos estudantes quanto dos Assistentes Sociais, promovendo
organização de dados e estratégias para que haja o aperfeiçoamento de práticas,
pois é assim que há avanço, com a revisão de práticas e análise do que pode ser
melhorado.
Referências
LIMA, Telma Cristiane Sasso. MIOTO, Regina Célia Tamasso. PRA, Keli Regina Dal. A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca do diário de campo. Revista Textos e Contextos Porto Alegre v. 6n. 1 p. 93-104. Jan/jun. 2007.
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